sábado, 5 de abril de 2014

3 Coisas Que Seus Pais Merecem Ouvir de Você (Apesar de Tudo)

Todo mundo já viveu momentos inesquecíveis com seus pais na infância, já passou por situações boas e ruins quando era criança, acumulou experiências de vida que são úteis, ou que não valem nada. Nessa infância, todo mundo já passou por várias dessas experiências que nunca mais serão esquecidas junto de seus pais.

Pra uns, a convivência com os pais é ou foi maravilhosa e harmônica; pra outros, foi insuportável, um inferno. De qualquer maneira, não importa se o relacionamento com seus pais foi bom ou ruim, uma coisa é fato: você já viveu muitas experiências sensacionais no passado que só foram possíveis porque seus pais tornaram isso realidade, e ainda vai poder experimentar várias coisas espetaculares na sua vida por causa da bagagem que seus pais te deixaram.

Seus pais podem ter sido amorosos ou frios, compreensivos ou intolerantes, honestos ou desonestos. De qualquer forma, não podemos negar que eles ainda são nossos pais.

Sabendo disso, seria justo que seus pais ouvissem 3 coisas de você, que eu tenho certeza que são fundamentais.

Você diria a eles:


1) Que irá contar a verdade, mesmo que ela possa doer 


Conte pros seus pais tudo o que você puder contar, seja o que for. Abra sua mente, tente expressar tudo o que sentir, sejam coisas boas ou ruins. Essas conversas são difíceis e podem ser constrangedoras, mas eu acredito que seus pais tem o direito de saber se você os ama, ou pelos menos os considera.

Fale pra eles o que você fez, pergunte o que eles acham sobre isso, saiba o que eles vêm planejando para o futuro, conheça seus planos. Não perca a sintonia com eles.

O melhor benefício de compartilhar experiências e abrir o jogo com seus pais é evitar arrependimentos e angústias futuras que vão prejudicar apenas você, e não eles.

Afinal, ao que se faz hoje, se paga amanhã.

2) Que você os perdoa, apesar de tudo


Dale Partridge disse: "Perdoe, mesmo que não esteja arrependido".

A gente tende a ver um pedido de desculpa como sinal de fraqueza mas, na verdade, é uma atitude de força maior. Pedir desculpa é um ato dos mais valorosos, porque além de você mostrar esforço pra quitar uma dívida moral que tenha tido com alguém, você aceita que sofreu de um arrependimento, e isso é nobre hoje em dia.

Muitas pessoas consideram que pedir desculpas pra uma pessoa é apenas dar permissão pra ela te ferir novamente. Mas, como diz Partridge, é exatamente o contrário: "quando você pede desculpas, dá uma permissão pra pessoa liberar a raiva e procurar restaurar o relacionamento".

3) Que você os valoriza


Seus pais podem ser quem for, mas se eles não se sentirem valorizados e reconhecidos por você, eles terão um motivo pra fazer uma série de perguntas a si mesmo, como: "O que meu filho aprendeu comigo que ele usará pro resto da vida? ou expectativas: "Que tipo de coisas meu filho ainda espera de mim?" ou angústias: "Será que meu filho está passando por alguma dificuldade?". ou desejos: "O que eu poderia fazer pra tornar a vida do meu filho melhor e mais prazerosa?"

Quando você responde a essas perguntas, você satisfaz as curiosidades de seus pais e permite que eles percebam o mínimo de humanidade que existe em você.

E se você mesmo tem algum pingo de empatia com seus pais, acaba por reconhecer seus valores, por menores e insignificantes que eles sejam.

Ter conversas olho a olho em que um escuta a palavra do outro sem julgamentos (apenas palavras e efeitos de um diálogo, uma troca de ideias). Eu não estou dizendo pra você bajular seus pais. Mas é melhor valorizar essas pessoas que te amam do que criticar aquelas que não te reconhecem e te valorizam.

A Sombra

A Sombra é a parte animalesca da nossa personalidade, é tudo o que a gente considera como imoral, indigno ou inaceitável em nós mesmos.

A Sombra é o nosso ego mais sombrio, produto da insegurança e dos temores internos. Todo mundo tem esse ego obscuro.

Nossa Sombra é como um espelho, mas um espelho negro, que reflete o próprio caos interno que apenas nós mesmos conhecemos, como ninguém mais. É algo trancado no ínterim de nossos medos incompreendidos e de traumas não superados.

A nossa Sombra fica bem escondidinha lá no fundo da nossa consciência, apenas à espreita. E quando sai desse esconderijo mental, a Sombra nos faz ter comportamentos a princípio inaceitáveis, malucos e inexplicáveis, aquelas ações e desejos que normalmente são mal interpretados pela sociedade, e mais malvistos ainda por nós mesmos.



Relaxa, não precisa se assustar. Apesar do aspecto negro e feio da sua Sombra, você ainda vai notar que ela é mais iluminada do que imagina, e ainda irá perceber o seu real valor.

Essa parte primitiva da nossa natureza representada pela Sombra é quase sempre ignorada (pelos outros e principalmente por nós), talvez pelo fato de que um lado negro da nossa existência seja apenas e diretamente associado á coisas ruins, horríveis e cabulosas, algo inconcebível que bons samaritanos diriam ser apenas um produto da imaginação fértil de um amante de histórias de terror. Quem dera fosse apenas imaginação.

"O psicólogo suíço Carl Jung foi o primeiro a dizer que todos temos uma Sombra, independentemente de quem você seja, de seus talentos ou de sua aparência. A Sombra é, segundo seu termo famoso, um dos muitos "arquétipos" com os quais nascemos. Um arquétipo é uma maneira padronizada de perceber o mundo. Por exemplo, todo mundo nasce com um senso de como deve ser uma mãe: protetora, companheira, carinhosa, amável, etc. Jung chama isso de "mãe arquetípica". ("O Método", P. Stutz e B. Michels; p. 108).

Também existe uma Sombra arquetípica. Que nem eu disse, ela é associada à coisas ruins, horríveis, cabulosas, pálidas, negras. Você deve estar sentindo uma profunda aversão pela sua Sombra nesse momento. Isso é normal. Mas infelizmente, é esse tipo de pensamento que mantém a nossa Sombra mais viva do que nunca.


De antemão, já adianto que é impossível se livrar dessa Sombra, a não ser que percamos a sanidade ou a consciência.

Mas o que poderia existir de bom nessa tal Sombra??

Mesmo a Sombra sendo a janela negra da alma que reflete tudo o que evitamos, a gente necessita dela pra conseguirmos nos purificar, e nos libertar. Se não conhecêssemos nossa Sombra (o que não é possível), não reconheceríamos a parte que nos faz brilhar.

A Sombra é diferente de todos os outros arquétipos de Jung num sentido: arquétipos comuns afetam a maneira como você enxerga o mundo; ao passo que a Sombra determina como você enxerga a si próprio, e essa percepção é tão individual que chega a ser intrigante.

O ponto é: não devemos tentar negar essa Sombra, isso só trará angústia e mais desespero. O que nos resta é a aceitação dessa parte de nós que tememos, mas que podemos considerar como fundamental pra termos uma noção do que não queremos ser.

Sem a Sombra, não teríamos uma imagem repulsiva de nós mesmos, e então cairíamos na ilusão de achar que somos perfeitos ou melhores.

"A Sombra é um dos conflitos humanos mais básicos, pois todo mundo quer sentir que tem valor como pessoa. Ao olharmos para dentro de nós e depararmos de vez em quando com nossa Sombra, uma provável reação imediatista é desviar o olhar de dentro - e buscar no mundo externo a aprovação e legitimação dos outros. Caso duvide desta busca, basta reparar na maneira como as celebridades costumam ser idolatradas. Achamos que, por terem obtido o reconhecimento do mundo, elas devem ser felizes e seguras. Apesar dos repetidos casos de internações em clínicas de reabilitação, relacionamentos vazios e fracassados, humilhações públicas e escândalos políticos, continuamos acreditando que ser o centro das atenções dá a elas o senso de valor que tanto desejamos." ("O Método", P. Stutz e B. Michels; p. 109)

O problema é que essa aprovação dos outros, por maior que seja, não afeta em nada nossa autoestima, pois não pode eliminar nossa Sombra. Sempre que estivermos sozinhos e nos voltarmos pra dentro, lá estará ela, olhando para nós.

Jung bem disse: "Quem olha pra fora, sonha; quem olha pra dentro, desperta".

Um conselho: reconheça sua Sombra, familiarize-se com ela, e aí você sofre menos, ou não??


Essa perspectiva de integração do nosso "eu" com a Sombra implica num processo de amor pessoal tão profundo que transcende qualquer manifestação de paixão que podemos sentir pelos outros. A aceitação da nossa Sombra, por mais estranho e paradoxal que possa parecer, é o que nos permite criar um autoreconhecimento do nosso "lado iluminado", "lado bom", ou "lado positivo".

O que parece ser uma Sombra fraca e inferior é, na verdade, o canal condutor para uma força superior. E essa força superior não é Deus, Alá, Tutâncamon ou Jah, e sim a força da autoexpressão, uma oportunidade de superação, autoconhecimento e autoaceitação, principalmente, de autoestima e bem-estar.

21 Coisas Que Pessoas Emocionalmente Fortes Fazem

Emoções guiam a maior parte de nossas ações e afetam todo nosso físico, indiretamente. As emoções são nossas grandes motivadoras, seja pro cidadão extremamente frágil e emotivo ou aquele cara frio e calculista.


As emoções podem nos levar a tomar ações tanto benéficas quanto destrutivas, podendo ser uma fonte de boa conduta ou base das maiores insanidades que um ser humano comete. As emoções são nossos termômetros internos que nos indicam sentimentos ou estados de pensamento, sejam eles desoladores, confortantes ou prazerosos.

Dessa forma, nossa força emocional é tão poderosa quanto o poder da razão.


A fim de ajudar as pessoas a não comprometer seu humor com besteiras e assim gerar uma fragilidade emocional deprimente, o site Elite Daily e o Hypescience fizeram uma compilação de coisas que pessoas emocionalmente fortes fazem, e comportamentos que elas evitam.

Adequei essa compilação e criei uma lista à minha maneira, e aqui está 21 dessas coisas que as pessoas emocionalmente resistentes fazem, ou evitam fazer:

1) Elas não imploram por atenção

A necessidade de atenção está diretamente relacionada com a emoção. O desejo por reconhecimento aparece quando as suas experiências não afetam, ou não são percebidas pelos outros. Sentir-se inseguro é uma profecia autorealizável. Dessa maneira, pessoas emocionalmente fortes sabem que, se você não estiver ciente da sua importância, então nunca ninguém irá acreditar no que você faz.

2) Elas não permitem que os outros a deixem "pra baixo"

O que não falta no mundo são inimigos ou parasitas que tentam nos deixar mal; esse tipo de gente está em todo canto que se olha. Há olhos invejosos à espreita. O mais triste é que, muitas vezes, essas "pessoas parasitas" são aquelas que estão mais próximas da gente. Se livrar dessas pessoas é a melhor solução, mas também a mais difícil. Se você conseguir tirar essas pessoas da sua vida com facilidade, então estará deixando de sofrer por uma intimidade forçada.

3) Elas não guardam rancor

Se você faz parte das pessoas que guardam rancor, então estará se preocupando mais com os valores dos outros do que com os seus próprios. Se você sente que uma pessoa está realmente arrependida enquanto te pede desculpas sinceras, não gaste mais tempo tentando provar a sinceridade dela. As pessoas pelas quais você guarda rancor tomam muito do seu tempo e, principalmente, tiram muito da sua energia, que pode ser usada para ações melhores, mais benéficas e produtivas.

4) Elas não deixam de fazer o que costumam fazer

Pessoas emocionalmente fortes fazem o que fazem pelo que gostam de fazer. Elas não deixam de fazer o que fazem pelo fato dos outros acharem que não é o certo ou o adequado. Elas simplesmente fazem prevalecer sua ação e não se deixam levar pela infelicidade alheia momentânea.

5) Elas não deixam de acreditar nelas mesmas

Com exceção de momentos de catarse ou desespero emocional, aqueles que se amam e se entendem, que não tem medo nenhum e possuem orgulho de si mesmos, esses criam a própria autoestima.

6) Elas não agem como estúpidos ou idiotas 

Pessoas podem ser incrivelmente más. A índole varia, mas a maldade persiste. Ser um idiota é como tentar intimidar alguém. Se você está tentando intimidar alguém, é porque sente falta de confiança no seu próprio taco. Melhor passar o giz pra não espirrar.

7) Elas não deixam qualquer um entrar em suas vidas

As pessoas emocionalmente fortes o são por uma razão: elas não se expõem à pessoas que podem esmagar suas defesas ou comprometer sua moral. A maioria das pessoas está perdida ou finge não estar. Não deixe que um desconhecido te abale assim, de forma leviana.

8) Elas não tem medo de amar

Não confunda: não ter medo de amar é diferente de não ter medo de ser amado. Medo de amar é falta de autoconfiança. Você não vai querer se magoar, porque se magoar é uma merda. Mas não deixe de amar, ou de tentar ser amado, apenas pelo fato de que esse relacionamento pode dar errado. Se um relacionamento deu errado, a culpa não é sua; é dos dois. A não ser, é claro, que o outro ser humano da relação seja um psicopata descarrilhado.

9) Elas não ficam na cama com medo do dia que têm pela frente

A melhor parte do dia, por incrível que pareça, é quando você abre os olhos de manhã e percebe que está vivo. Ou você preferia estar morto?

10) Elas não tem medo de desistir ou abrandar

Pessoas emocionalmente fortes não têm uma necessidade constante de ação e emoção. Elas não precisam ser ativas como um espírito hiperativo, mas elas apreciam momentos de calma e maresia que as levam para uma sensação de estar vivas, de sentir o simples ar entrando pelas narinas. Isso não significa que pessoas emocionalmente fortes não valorizam a emoção, e sim que um simples passeio numa praça ou uma caminhada pela orla da praia são emoções suficientemente satisfatórias.

11) Elas não fazem coisas que não querem fazer

Todos nós fazemos coisas que não gostamos, mas nunca devemos fazer coisas que não queremos fazer. Entender o que te interessa e se concentrar no que gosta, e então agir conforme essa paixão, é o que realmente satisfaz. Pessoas emocionalmente fortes não vibram a cada coisa que fazem, mas acreditam que cada coisa que fazem as levará para uma felicidade maior.

12) Elas não têm medo de dizer "NÃO"

Se você não consegue dizer não, esqueça qualquer desejo por controle ou poder. Se você não dizer "não" às vezes e sempre quando necessário, as pessoas vão se aproveitar da sua boa vontade, ou da sua ignorância, ou da sua ingenuidade. Dizer não ás pessoas é sinal de que você ainda sabe discernir e ponderar sobre o que é ou não evitável ou desnecessário.

13) Elas não sentem necessidade de agradar todo mundo

É impossível agradar todo mundo. Desista disso. Pior ainda são aqueles que desagradam como forma de reforçar um auto-poder ilusório. Uma pessoa mentalmente forte se esforça pra ser justa e gentil quando necessário, mas não tem medo de dar sua opinião ou apoiar o que acha certo. Elas contam com a possibilidade bem provável de que irão desagradar ou magoar alguém, e elas passam por essa situação, com graça e elegância. Quanto mais forte emocionalmente, maior independência se estará cultivando. Você não sente a necessidade de se encaixar em todos os grupos, pois já está muito bem encaixado onde é importante estar: no mundo.

14) Elas não têm medo da mudança

Se você pretende ser ou se manter firme no emocional, então terá que abraçar a mudança e dar boas-vindas ao desafio. O seu maior medo, ou o medo mais imbecil que seja, pode te deixar estagnado. Um ambiente de mudança e de incerteza oferece o recurso necessário pra que uma pessoa forte emocionalmente renove suas energias e faça seu melhor.

15) Elas não desperdiçam energia com coisas que não podem controlar

Seres humanos resistentes emocionalmente não reclamam (talvez só um pouco) sobre o trânsito, sobre a temperatura muito quente ou muito fria do clima ou da comida ou sobre como a política do seu país é uma merda, dentre outras coisas. Elas sabem que isso está fora da sua alçada. Pessoas que ficam reclamando que nem matracas em redes sociais, por exemplo, acham que a reclamação é a única forma de não saírem do controle, enquanto tentam esconder seu descontrole iminente ou sua insatisfação irritante.

16) Elas não têm medo de assumir riscos

Uma pessoa forte mentalmente está disposta a assumir riscos calculados. Isso é completamente diferente de pular de cabeça em situações obviamente tolas. Mas, com força de vontade e precisão analítica, essa pessoa avaliará as potenciais desvantagens e os piores cenários que poderão vir, antes de tomar uma atitude.

17) Elas não renegam o passado

Muitas vezes é difícil se lembrar e reconhecer o passado quando só se foca nas mágoas vividas e não nas experiências aprendidas. As pessoas emocionalmente resistentes investem a maior parte de sua energia na criação de um presente e, principalmente, de um futuro melhor.

18) Elas não desistem depois de falhar

Cada fracasso é uma oportunidade. Uma chance de ser melhor. Desde que cada insucesso traga reflexões de melhores resultados futuros, pra se manter forte mentalmente os erros devem ser abraçados como amigos.

19) Elas não têm medo de passar tempo sozinhas

Pessoas mentalmente resistentes apreciam e até mesmo valorizam o tempo que passam sozinhas. Elas usam esse isolamento para refletir, planejar e serem mais produtivas. Mais importante, elas não dependem dos outros para aumentar sua felicidade e seu humor. Elas podem ser felizes como todo mundo, sem estarem com todo mundo.

20) Elas não esperam resultados imediatos

Seja em um novo negócio, em um regime ou dieta, ou mesmo um planejamento financeiro, as pessoas resistentes emocionalmente pensam mais a longo prazo. Elas sabem que não devem esperar resultados imediatos, pois, na maioria das vezes, a sede voraz por uma meta é o que as impede de agir racionalmente para chegar a esse objetivo.

21) Elas não se esquecem de que a felicidade é uma decisão

Pessoas emocionalmente fortes não se esquecem de que a felicidade é uma decisão, e não um estado emotivo. As pessoas emocionalmente fortes se lembram de que as emoções não são manifestações nem causas físicas da realidade, e sim molas propulsoras que nos fazem perceber essas causas. Nossas emoções não refletem a realidade, elas a percebem, ou seja, emoções são interpretações da nossa própria realidade, não necessariamente a realidade como ela é. Perceber essa diferença entre ser e sentir é o aspecto mais fundamental de pessoas emocionalmente fortes e resistentes.


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Mídia Imediatista

A urgência pra se redigir e entregar uma notícia quente na mídia, respeitando aquela premissa do “quanto antes melhor”, pode fazer com que nos prendamos ao senso comum e deixemos de lado o senso criativo ao escrever.

Sem perceber, veicula-se aquela notícia relevante o mais rápido possível, antes que a concorrência o faça, e então pensamos: “Saímos na frente deles”.

Mas, ao nos concentramos cegamente em prazos de entrega, estaremos oferecendo aos leitores exatamente o mesmo conteúdo manjado que, provavelmente, todo o resto da mídia também oferecerá, seja mais tarde no dia de hoje ou mesmo amanhã.

Minamos nosso potencial criativo na entrega de uma mensagem pela preocupação tantas vezes desnecessária em transmitir dados e informações antes que a maioria o faça, satisfazendo o imediatismo.

E é assim que muitas empresas editoriais vão murchando, até falir.

Entrega-se algo para os leitores antes da concorrência, captando o calor da notícia; mas desconsiderando que esses mesmos leitores se esquecerão do nosso oportunismo no momento em que se verem bombardeados com exatamente a mesma mensagem que já passamos.

E aí, aquele conteúdo que antes era pioneiro e exclusivo, se torna copiado e menos irrelevante. Perde valor. 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Os Miseráveis e a Catarse Social

Em 'Os Miseráveis', Victor Hugo expõe a miséria e a frieza moral da sociedade francesa do século XIX, fazendo uma crítica a desigualdade existencial e a pobreza social daquela época, retratando uma França como praça da escória humana.

No filme musical 'Os Miseráveis'(2012), essa exposição crítica de Victor Hugo à injustiça social é feita de forma bastante interessante. Praticamente todo diálogo do filme é cantado; a cada cena os personagens interpretam uma música que, ao final do filme, se combinam em uma perfeita canção que combina com a realidade: o inferno da desigualdade e da injustiça social. Inferno que ainda está presente em nossos tempos.

Em alguns diálogos musicais do filme, fica bem clara a percepção crítica do autor a fatores como a pobreza, as drogas e a prostituição como condições divinas e necessárias, a falta de caráter, a perda do senso de compaixão e submissão ao poder.

Mas nem tudo no filme são espinhos.

O filme cativa do início ao fim por mostrar também o outro lado da moeda.

O amor, a perseverança, a compaixão, a fraternidade e o senso comunitário fazem parte do drama que acende uma chama de otimismo e esperança em 'Os Miseráveis'. Vale a pena assistir ao filme, mesmo pra quem odeia musicais, como eu.

A seguir algumas dessas passagens reveladoras dessa realidade não superada:


Escravidão


Escravos puxando as cordas de um navio, cantando juntos em serviço:

"Olhe pra baixo, olhe pra baixo, não olhe nos olhos deles
Olhe pra baixo, olhe pra baixo, ficará aqui até morrer"

"Não há Deus lá em cima, somente o inferno lá embaixo
Olhe pra baixo, olhe pra baixo, são 20 anos pela frente, não fiz nada de errado"

"Amado Jesus, ouça minha prece
Olhe pra baixo, olhe pra baixo
O amado Jesus não quer saber"

"Sei que ela vai me esperar, sei que ela me será fiel
Olhe pra baixo, olhe pra baixo
Elas esqueceram de vocês"

"Quando eu sair, vocês não me verão virar pó aqui
Olhe pra baixo, olhe pra baixo
Está sobre a própria cova"


Ilusão de Liberdade


O ex-prisioneiro Jean Valjean, de tanta submissão e servidão em seus 20 anos preso, não acredita mais na liberdade:

"Amado Jesus, o que eu fiz?
Tornei-me um ladrão na noite, um cão fugitivo"

"Será que cai tão fundo, e que já é tão tarde
Que nada mais resta além do meu grito de ódio?"

"Os gritos no escuro que ninguém ouve
Aqui onde me encontro nesse momento da vida"

"Se havia outro caminho a seguir, eu o perdi há 20 longos anos
A minha vida foi uma guerra perdida"

"Ao me acorrentarem e me entregarem à morte
Só porque roubei um punhado de pão"

"Só consigo sentir ódio pelo mundo
Esse mesmo mundo que sempre me odiou"

"É olho por olho, foi assim que eu vivi, é só isso o que conheço
Aos açoites, todo aquele sofrimento"

"Agora, em vez disso, me oferecem a liberdade
Sinto a vergonha me rasgando como uma faca"

"Que espírito comove a minha vida?"

"Há outro caminho a seguir?
Estou tentando, mas eu caio, pois a noite é inevitável"

"Enquanto olho esse vazio, o rodamoinho dos meus pecados
Mas agora escaparei daquele mundo, o mundo de Jean Valjean"

"O Jean Valjean não é nada agora
Outra história precisa começar"


Pobreza e Fome


Mães nuas no meio da rua emprestando as vestes a seus bebês, mendigos encostados na parede e garotos com medo nos olhos cantam em grupo:

"Ao final do dia, fica-se apenas mais velho
É tudo o que se pode dizer da vida dos pobres"

"É uma luta, é uma guerra, ninguém dá nada a ninguém
Mais um dia à toa, pra quê?"

"Um dia a menos pra viver
Ao final do dia, sente-se apenas mais frio"

"E a camisa que se veste não afasta a friagem
Homens de bem passam apressados, sem ouvir as crianças que choram"

"E a praga se aproxima pronta para matar, um dia mais perto da morte
Ao final do dia há apenas outro dia a raiar, o sol da manhã esperando despontar"

"Como as ondas que quebram na areia, e a tempestade que se precipita
A fome arrebata a terra, e há contas a serem prestadas"

"E será um inferno pagá-las no final do dia, ao final do dia que nada recebe se nada fez."


Exploração e Desigualdade



Homens e mulheres. Máquinas humanas trabalhando nas fábricas, cantam no mesmo ritmo:


"Ficar aí sentado não vai pagar nem o pão
Ficar aí sentado é morrer"

"Há crianças em casa que precisam ser alimentadas
Ao final do dia, apenas mais um dia findou"

"E no bolso o suficiente pra não durar uma semana
Pagar o senhorio e trabalhar enquanto aguentar"

"Trabalhar até cair ou voltar a viver de migalhas
Tem que pagar se quiser sobreviver no fim do dia."


Passagens de: 'Os Miseráveis' (2012), Direção: Tom Hooper; Com: Russell Crowe, Hugh Jackman, Anne Hathaway.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Freakonomics

O livro 'Freakonomics: O Lado Oculto e Inesperado de Tudo Que Nos Afeta', de Steven Levitt, é um livro sobre Economia que pode parecer tudo, menos um livro de Economia.

Freakonomics ilustra o poder da teoria da escolha racional em uma série de histórias sobre comportamentos a princípio intrigantes, mas que depois de um exame mais cuidadoso revelam-se perfeitamente racionais. 

O livro é uma tentativa de entender e solucionar problemas sociais extremos, fazendo um paralelo entre temas polêmicos como o aborto e o tráfico de drogas com a criminalidade e a corrupção. Fala também sobre a relação de incentivos que as pessoas recebem e suas relações de consumo em sociedade, além de um panorama cultural do fenômeno da sabedoria das multidões.

Apresentando alguns comportamentos que a princípio parecem ter sentido, mas que se mostram totalmente irracionais, Levitt abre mais nossos olhos para o perigo do senso comum e da crença de que a Economia é uma ciência exata. Ele mostra que isso está longe de ser um fato.


Casos Nada Óbvios


Pode-se pensar, por exemplo, que como o corretor imobiliário trabalha por comissão, ele vai tentar conseguir o maior valor possível para a casa de um cliente. Porém, na verdade os corretores mantêm as próprias casas por mais tempo no mercado e as vendem por preços mais altos do que as casas de seus clientes. Por quê? Porque quando é a casa dos clientes que eles estão vendendo, ficam com apenas uma pequena porcentagem da diferença do preço mais alto, mas quando é a própria casa, ficam com toda a diferença. Em outras palavras, uma vez que você entende os incentivos que os corretores recebem, suas ações tornam-se claras.

Da mesma forma, a princípio pode ser surpreendente descobrir que quando pais em uma escola em Israel começaram a receber multas por atraso ao pegar seus filhos, eles passaram a chegar atrasados ainda mais vezes do que quando não havia multa alguma. Mas depois, quando compreendemos que a multa diminuía a culpa que sentiam por incomodar os funcionários da escola, eles sentiram, essencialmente, que estavam pagando pelo direito de chegar tarde. 

É a princípio surpreendente, também, que estudos informem que a maioria de membros de gangues mora com a mãe. Mas não se torna assim tão estranho quando se nota que eles conseguem, geralmente, bem menos dinheiro do que necessitam e do que se acha que eles poderiam ganhar efetivamente, então, passa a fazer sentido que esses traficantes morem com a família. 

Da mesma forma, pode-se explicar o problemático comportamento de uma parcela de professores de ensino médio em resposta á uma nova lei de prestação de contas do governo Bush (a legislação americana do No Child Left Behind, um programa social de base governamental criado em 2002). Esses professores alteraram as respostas das provas de seus alunos para aumentar o desempenho da sala e categorizá-los como professores exemplares e que seguiam a nova lei. Mesmo sabendo que isso poderia custar-lhes o emprego, o risco de serem pegos pelo não cumprimento da nova lei de Bush parecia pequeno em comparação com as consequências de ficarem presos a uma turma com baixos índices de rendimento, o que compensava a hipótese de serem punidos por fraude e de que seriam incompetentes como ensinadores.

Ou seja, independentemente da pessoa e do contexto - sexo, política, família, religião, crime, traição, negócios -  o ponto a que Levitt retorna é que, mesmo que queiramos entender por que as pessoas fazem o que fazem, devemos entender os incentivos que elas recebem, e dessa forma, sua preferência por uma opção ou outra. 

Quando alguém faz algo que nos parece estranho ou intrigante, devemos, em vez de tachá-la como louca ou irracional, buscar analisar sua situação, na esperança de encontrar um incentivo lógico. O argumento central do Freaknomics é que quase sempre podemos realizar esse exercício, por mais estranho ou maravilhoso que seja o comportamento em questão.  

Veja uma entrevista do autor, em que ele relaciona sua obra com o Brasil: http://goo.gl/GubVFA

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A Casaca Inútil das Horas

Esse texto é uma adaptação minha de Mário Quintana, que fala sobre a brevidade da vida e em como a desperdiçamos com coisas fúteis e vazias, olhando frequentemente para o relógio; enquanto esquecemos de que o que se foi, já foi, e não pode ser resgatado. Por isso: viva.

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A vida são deveres infinitos que trazemos da rua pra fazer em casa. Quando se vê, já são 6 horas. Quando se vê, já é sexta-feira. Quando se vê, já é Natal. Quando se vê, já terminou o ano. Quando se vê, não sabemos mais por onde andam nossos amigos. Quando se vê, perdemos muito do que há de amor em nossas vidas. Quando se vê, já se passaram 50 anos.

Agora, agora é tarde demais pra ser reprovado. Se fosse dado mais um dia, uma oportunidade que seja, nem olharia pro relógio. Seguiria sempre em frente, pra qualquer lugar, jogando pelo caminho a casaca dourada e inútil das horas.

Não olharia pro relógio, seguraria todos meus amigos num só lugar em que eu também estivesse e diria a eles: "Vocês são importantes, e fazem parte da minha vida".

Não olharia pro relógio, seguraria meu amor à muito na minha frente, lá longe, e lhe diria: "Você é importante, e eu consigo te amar".

Você não precisa esperar o relógio marcar as horas. Você não precisa se preocupar em deixar pra depois. O próprio tempo já faz questão disso. 

Se o tempo é infinito e inexorável, vale a pena deixar de fazer algo, qualquer coisa que goste, por causa da falta de tempo?? 

Dessa forma, "Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo. Não deixe de ter alguém do seu lado, ou de fazer algo por puro medo de ser feliz. A única falta que será, será desse tempo que, infelizmente, não voltará mais"

Tente. Arrisque. O tempo te permite fazer isso, até que não seja mais possível contá-lo.

Baseado nas palavras de Mário Quintana. O original você consegue assistir aqui: http://goo.gl/xeAfF