sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Ninho de Vespas

Morar em São Paulo faz com que muitas pessoas prefiram abrir mão do conforto de usar um carro para utilizar outro meio de locomoção que seja mais barato e mais rápido do que o transporte público.

E o que temos disponível como alternativa ao carro e metrô? Bicicleta?? Acho bem difícil uma pessoa que precise atravessar a cidade diariamente para trabalhar estar disposta a fazer esse percurso pedalando.

Se você fosse pegar táxi todo dia, ida e volta, só a bandeira de todas as corridas já daria uma conta milionária no final do mês.

Helicóptero. Inviável. A não ser que você tenha muito dinheiro e queira rir de todos que estão presos no trânsito lá embaixo.  

Veículos híbridos e elétricos ainda não são realidade, e sua tecnologia demanda muito mais aprimoramentos antes de serem comercializados em massa.

Sobra o quê? Metrô e ônibus.

1) Demanda latente por transporte público; 2) Insuficiência de serviço e estrutura nas estações e pontos de metro e ônibus; 3) Barulho e atordoamento; 4) Caos e desorganização diários.  

Em São Paulo, vive-se num verdadeiro ninho de vespas.

Paulistanos têm ficado mais tempo em casa para evitar os congestionamentos, aponta vários levantamentos. Ou seja, as pessoas consideram que muitas vezes é mais sensato permanecer em suas casas do que dividir o mesmo tempo e espaço com outros cidadãos, e esse comportamento, em uma metrópole, é extremamente antissocial. 

As pessoas precisam ir trabalhar, e todas elas acabam compartilhando um inferno em suas viagens.

Esse conformismo da população com condições ridículas de trânsito é ruim pelo fato de retardar mudanças que melhorem o tráfego, o que acaba resultando em nervosismo e atitudes agressivas nas ruas.

Presa no congestionamento, a pessoa se sente impotente, o que aumenta a sua ansiedade e gera estresse. 

A pessoa fica com raiva diante da impossibilidade de fazer algo para mudar a situação.

Esse estresse estimula as pessoas a improvisarem enquanto estão presas dentro do carro. Uma pesquisa de opinião sobre o trânsito da cidade revelou casos interessantes e curiosos. Um dos entrevistados disse que, durante o tempo que passa dentro do carro, fez o ensino médio quase inteiro: ouvia as aulas do telecurso no rádio e depois fazia as provas. Outros ouvem música, trabalham pelo celular e até leêm livros, revistas e se informam pelo jornal diário. 

O que se esperar além de investimentos que demandam anos a fio pra aumentar apenas alguns míseros quilômetros de linhas de metrô? 

Em uma cidade que não foi planejada e nem preparada geograficamente, aliada à ineficiência do governo em agilizar obras de expansão e infraestrutura, só nos resta aguardar soluções futurísticas, como teletransporte, carros voadores, ou (seria mais divertido) ainda, um Jet Pack.

Um comentário:

  1. Com certeza essa e uma realidade que ocorre nas grandes cidades por serem mais populosas, mas e dificil com o sistema corrupto claramente visto e apresentado no Brasil... Mas eu pessoalmente tenho que agradecer por poder morar a duas quadras de onde trabalho... Nao e a maioria que acaba tendo essa sorte....

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