terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Capitalismo Brutal

Capital, brilho lúcido que ofusca a sociedade. Alguns são cegados e acabam por ceder ao impulso da cobiça maníaca; outros abrem a visão ao alcance necessário para refrear suas compulsões insaciáveis por ostentação e riqueza.

No vazio entre a queda e o renascimento do dinheiro, a opressão do capital força um reinado, onde o capitalismo é o senhor; e o homem, dependente da servidão, que corre pelo dinheiro, é seu fiel vassalo.

O homem é um animal que faz barganhas. A busca por interesses o guia em meio ao turbilhão de ofertas. Sua fome encontra a saciedade e uma se segue a outra, viciosamente. A justiça de um não é a justiça do outro, e a vontade individual prevalece na arte da negociação conveniente. O interesse comum é o capital. 

"Dirige-se não a humanidade, ao outro; mas ao amor-próprio, a si".

Enquanto o ser urbano tenta escoar seus pensamentos, o ser manipulador e dissidente vai criando, sorrateiramente, maneiras de persuadir aquele ser que o evita, nas capitais, mero cidadão. A criatura faminta prepara o bote, e abocanha o ímpeto do ser urbano agora ludibriado pela fartura, cidadão capitalista.

Satisfazendo o escárnio, o capital devora e se alimenta da ambição humana do próprio interesse. Moedas e cédulas fazem parte da arte suprema da estratégia de barganha que povoa as mentes. 

É uma dedicação psicopata, desregrada e violenta, manipulada sem discrição. 

Com o bom senso em confusão, o homem dependente corre atrás de anistia, desejando o que o torna submisso. O capitalismo primitivo provoca vertigem em uma sociedade que, bêbada, tenta se levantar, sacrificando muito mais do que o valor do dinheiro que carrega nas costas.

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