terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A Casaca Inútil das Horas

Esse texto é uma adaptação minha de Mário Quintana, que fala sobre a brevidade da vida e em como a desperdiçamos com coisas fúteis e vazias, olhando frequentemente para o relógio; enquanto esquecemos de que o que se foi, já foi, e não pode ser resgatado. Por isso: viva.

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A vida são deveres infinitos que trazemos da rua pra fazer em casa. Quando se vê, já são 6 horas. Quando se vê, já é sexta-feira. Quando se vê, já é Natal. Quando se vê, já terminou o ano. Quando se vê, não sabemos mais por onde andam nossos amigos. Quando se vê, perdemos muito do que há de amor em nossas vidas. Quando se vê, já se passaram 50 anos.

Agora, agora é tarde demais pra ser reprovado. Se fosse dado mais um dia, uma oportunidade que seja, nem olharia pro relógio. Seguiria sempre em frente, pra qualquer lugar, jogando pelo caminho a casaca dourada e inútil das horas.

Não olharia pro relógio, seguraria todos meus amigos num só lugar em que eu também estivesse e diria a eles: "Vocês são importantes, e fazem parte da minha vida".

Não olharia pro relógio, seguraria meu amor à muito na minha frente, lá longe, e lhe diria: "Você é importante, e eu consigo te amar".

Você não precisa esperar o relógio marcar as horas. Você não precisa se preocupar em deixar pra depois. O próprio tempo já faz questão disso. 

Se o tempo é infinito e inexorável, vale a pena deixar de fazer algo, qualquer coisa que goste, por causa da falta de tempo?? 

Dessa forma, "Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo. Não deixe de ter alguém do seu lado, ou de fazer algo por puro medo de ser feliz. A única falta que será, será desse tempo que, infelizmente, não voltará mais"

Tente. Arrisque. O tempo te permite fazer isso, até que não seja mais possível contá-lo.

Baseado nas palavras de Mário Quintana. O original você consegue assistir aqui: http://goo.gl/xeAfF

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