quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Mídia Imediatista

A urgência pra se redigir e entregar uma notícia quente na mídia, respeitando aquela premissa do “quanto antes melhor”, pode fazer com que nos prendamos ao senso comum e deixemos de lado o senso criativo ao escrever.

Sem perceber, veicula-se aquela notícia relevante o mais rápido possível, antes que a concorrência o faça, e então pensamos: “Saímos na frente deles”.

Mas, ao nos concentramos cegamente em prazos de entrega, estaremos oferecendo aos leitores exatamente o mesmo conteúdo manjado que, provavelmente, todo o resto da mídia também oferecerá, seja mais tarde no dia de hoje ou mesmo amanhã.

Minamos nosso potencial criativo na entrega de uma mensagem pela preocupação tantas vezes desnecessária em transmitir dados e informações antes que a maioria o faça, satisfazendo o imediatismo.

E é assim que muitas empresas editoriais vão murchando, até falir.

Entrega-se algo para os leitores antes da concorrência, captando o calor da notícia; mas desconsiderando que esses mesmos leitores se esquecerão do nosso oportunismo no momento em que se verem bombardeados com exatamente a mesma mensagem que já passamos.

E aí, aquele conteúdo que antes era pioneiro e exclusivo, se torna copiado e menos irrelevante. Perde valor. 

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